Saartjie Baartman e a discriminação de gênero e etnia

Primeiramente, Feliz dia da mulher! Sim, porque foi preciso um dia para lembra-las do sacrilégio da fábrica em que foram quiemadas as mulheres grevistas por não terem direitos trabalhistas.
Segundamente, vi esse filme/documentário e fiquei horrorizada. Sarah Bartmaan, uma Sul Africana que em meados do século XIX foi raptada por Europeus e forçada a expor o que na altura era uma "fisionomia pouco usual". Nessa altura os europeus estavam pouco habituados a ver uma mulher com peitos grandes, ancas largas e traseiro avantajado. Por esses motivos, todos os dias da sua jovem vida até ao dia da sua morte, Sarah era forçada a atuar e humilhar-se perante homens europeus por causa das suas características físicas. Muitas vezes também era usada como escrava sexual. Quando Sarah morreu o seu "dono" não quis pagar um enterro e, por esse motivo, o seu corpo e partes como peitos, nádegas e útero foram cortados e preservados para que continuassem em exposição na Europa. Somente em 2002 os seus restos mortais regressaram à sua terra natal após várias tentativas de Nelson Mandela.
Atualmente há muitas mulheres que não acham degradante se expor em demasia, espalhar pelas redes sociais e sentirem-se encorajadas a continuar a mostrar mais e mais. Todas temos livre arbítrio, mas pense se você não está sendo e se sentindo só mais um pedaço de carne ou se você realmente se sente uma pessoa inteira e completa, e que esse exposição é uma arte antes de mais nada. Já não somos forçadas a nos expormos como Sarah foi, e temos como obrigação preservar o nosso corpo e a nossa identidade.

Only God knows what Sarah went through.
Rita P.

Assista: Saartjie "Sarah" Baartman (Hottentot Venus)



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