Vamos falar de alergias..

Alergias a cosméticos são mais comuns no verão

Por CONSTANÇA TATSCH 

Um creme utilizado a vida inteira pode ser a causa do problema; vermelhidão, coceira e bolinhas são os sintomas mais comuns.

Filtro solar, hidratante, creme para o cabelo.
Produtos tão aconselhados podem atrapalhar as férias por provocarem reações alérgicas. Mesmo quem nunca sofreu com efeitos colaterais corre o risco de desenvolver o problema.
A causa, chamada dermatite de contato, pode ser irritativa ou alérgica. Da primeira ninguém escapa. Acontece quando a pessoa tem contato com uma substância irritante, como ácido sulfúrico. Já a alérgica ocorre quando o corpo desenvolve sensibilidade a uma substância.

“Essas alergias são mais comuns no verão porque as pessoas usam mais produtos, como filtro solar, autobronzeadores etc.”, diz Mário Grinblat, dermatologista do hospital Albert Einstein.

Existem inúmeras substâncias que podem desencadear uma alergia de contato. Depois que surgem a vermelhidão, as bolhinhas e a coceira, a melhor forma para descobrir o que causou ainda é a tentativa e erro: ir testando os produtos. Muitas vezes o problema está no veículo usado. Por exemplo, em um filtro solar, o princípio ativo que protege está em um creme onde também vão corantes, fragrâncias etc.

“Às vezes, a pessoa usou a vida inteira o produto e um dia desenvolve alergia. Dá para comparar com um balde, onde cai todo dia uma gotinha e, a partir do momento em que transborda, vai transbordar sempre, ou seja, ela vai ter alergia a isso por toda a vida”, diz a dermatologista cosmiatra da Unifesp Meire Brasil Parada.
Se a suspeita recai sobre um produto, o melhor a fazer é parar de usá-lo. O ideal, segundo a médica, é deixar a pele se recuperar antes de partir para outro cosmético. “Só suspender o agente causador já é uma forma de tratar. Compressas com água filtrada ou soro fisiológico, sempre frios, podem aliviar. Em último caso, usar um creme com corticóide”. Mas, se a pessoa optar por um medicamento, deve ter orientação do especialista, pois pode haver confusão com outras doenças de pele.

Procedimentos simples podem ajudar. A pele deve ser bem limpa, evitando outros produtos que possam ser alergênicos, como sabonetes e cremes. A água quente também deve ser evitada pois dilata os vasos e pode piorar o caso. Outro cuidado é não tomar sol: “É um processo inflamatório. Tudo que fica vermelho, se a pessoa tomar sol em cima, pode ficar castanho, uma mancha escura que pode até não sair”.

Os especialistas aconselham que as pessoas façam testes com os cosméticos cerca de três dias antes de usá-los para valer. Uma reação alérgica costuma demorar 48 horas para manifestar os sintomas.
As áreas que são mais sensíveis para o aparecimento de alergias são rosto, pescoço e colo, onde a pele é mais fina e os produtos são mais absorvidos. Problemas com produtos utilizados nos cabelos (xampus, condicionadores e cremes) muitas vezes se manifestam na nuca e nas costas.

“Os produtos hipoalergênicos têm baixa probabilidade de causar problemas, pois eles sofrem adaptações, como não ter perfume, e usam ingredientes que raramente dão alergia. Quando são de empresas conceituadas, geralmente funcionam”, afirma Mário Grinblat. (enfatizo que qualquer produto pode desencadear uma alergia. ass: eu)

Além das dermatites de contato, outros problemas dermatológicos são mais comuns durante o período mais quente. Um deles é o excesso de cravos e espinhas. Quando a pessoa tem a pele oleosa e usa cremes gordurosos, os poros podem entupir. “Os hidratantes e filtros devem ser adaptados ao tipo de pele da pessoa. Se ela tem a pele oleosa, deve usar em forma de gel”, alerta a dermatologista Meire Brasil Parada.
Jaime de Oliveira Filho, dermatologista e coordenador de Cosmeatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, alerta para as urticárias, um engano imunológico em que há uma vaso-dilatação sem controle. Elas podem ocorrer por motivos que vão da mudança de temperatura drástica a alimentos. A manifestação mais comum é na pele, com lesões em placas pruriginosas de caráter migratório. “Ninguém está livre das urticárias”, diz ele.
As miliárias, brotoejas de adulto, também aparecem mais no calor, quando há obstrução das glândulas sudoríparas, muitas vezes causada por produtos inadequados.
As pessoas que estão tomando remédios, como antidepressivos, antiinflamatórios e antibióticos, ficam ainda mais vulneráveis e com mais chances de ter alergias quando são expostas aos raios solares, em razão dos raios ultravioleta.

Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2006/12/4/Pagina46671.htm

Dermatologista ensina prevenir coceira e vermelhidão
por Mariana Bueno 
 
Você ficou dias sonhando com um produto de beleza e, quando conseguiu comprar, ele te causou uma alergia. A situação é desagradável, mas é muito comum. Com uma oferta cada vez maior de cosméticos, aumenta também o número de substâncias diferentes em contato com a nossa pele e, consequentemente, a possibilidade de alguma alergia ser desencadeada. Os principais sintomas causados são coceira, vermelhidão, leve inchaço e, em casos mais graves, até bolhas.
A dermatologista Mônica Aribi explica que qualquer tipo de componente pode desencadear uma crise alérgica. Mas há alguns produtos que causam alergia mais comumente, como, por exemplo, os formaldeídos e os corantes, principalmente os vermelhos.
Se não houver cuidado, a alergia pode evoluir para algo mais sério, infecionando a lesão e necessitando de tratamento com antibióticos. E se você já é alérgico a um produto, fique atento. Sua chance de ser alérgico a outros é maior, pois a maioria deles têm em suas fórmulas alguns componentes comuns, como os conservantes.
Raramente alguém descobre uma alergia antes, o comum é que descubram no momento do contato. No entanto, é possível se prevenir. “Ao utilizar um produto novo, coloque uma pequena quantidade no antebraço e aguarde por algumas horas. Repita por mais dois dias e, se não aparecer nenhum sinal de irritação, você pode usá-lo normalmente”, orienta a dermatologista.
A alergia pode ocorrer com cremes, shampoos, maquiagens, desodorantes, perfumes, entre outros, mas a mais comum é a esmaltes de unhas. A boa notícia é que as melhores marcas possuem produtos na versão antialérgica, inclusive já há uma extensa variedade de cores de esmaltes. A notícia ruim é que não há tratamento. “Uma vez alérgico a um produto, sempre alérgico. O que existem são formas de acalmar as crises, com uso de antialérgicos e cremes com cortisona”.
Fonte: http://www.bolsademulher.com/beleza/alergia-a-cosmeticos/
 
Conheça algumas dicas e truques para evitar problemas na utilização de cosméticos, nesta reportagem especial de Paulo de Araujo para a Folha de São Paulo.

A consolidação do Brasil como terceiro maior mercado de cosméticos do mundo -atrás dos EUA e do Japão- deve ser acompanhada de um alerta maior sobre possíveis reações adversas que decorrem do uso de maquiagens, cremes e afins, apontam especialistas. Quem não está habituado ao uso de cosméticos ou começou a apresentar sinais de alergia, como coceira e vermelhidão, deve procurar um dermatologista para saber se tem reação alérgica a substâncias presentes nos produtos. A principal reação adversa ao uso de cosméticos é a dermatite de contato, uma inflamação da pele que pode provocar desde vermelhidão até dor e inchaço e formação de bolhas.

"Alergia, você tem ou não tem. Os testes de contato são o jeito mais eficiente de descobrir", afirma o coordenador do núcleo de cosmiatria da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBD-RJ), Marcelo Molinaro. Esses testes consistem em aplicar no paciente uma pequena quantidade de substância química com potencial de causar uma reação alérgica. Se o local apresentar algum tipo de irritação, é possível detectar qual produto deve ser suspenso pelo usuário.

De acordo com Paula Dadalti, coordenadora do núcleo de alergia e imunologia da SBD-RJ, além dos produtos aplicados diretamente na pele, o esmalte para unhas também é freqüente causador de alergia na face. É que, ao coçar o olho ou levar a mão à boca, o esmalte irrita os lábios e as pálpebras.

"Nesse caso, é difícil fazer o diagnóstico, porque a alergia não se manifesta no local da aplicação do produto", explica. Ter sempre o cuidado de tirar a maquiagem antes de dormir, escolher cosméticos hipoalergênicos -com menor potencial alérgico, porém mais caros- e evitar se expor ao sol após a aplicação do produto são algumas orientações dos dermatologistas para evitar que surjam reações adversas na pele. A luz solar pode alterar as propriedades químicas de alguns produtos, tornando-os tóxicos.

A supervisora de maquiagem da TV Globo, Lindalva Veronez, diz que é preciso tomar cuidados tanto na aplicação como na limpeza da pele após o uso. "Não adianta comprar um produto bom e não ter cuidado com a limpeza, a tonificação e a hidratação", afirma. No caso de qualquer sintoma de alergia, o melhor a fazer, diz ela, é retirar todos os produtos, lavar o rosto com sabão neutro e deixar a pele limpa.

Pesquisa
Um levantamento feito em 2006 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia concluiu que a dermatite de contato está entre as cinco principais doenças de pele no Brasil. A pesquisa foi feita com base em 54.509 pacientes nos consultórios de dermatologia e na rede pública de saúde. Com 3,9% de incidência, a dermatite de contato ocupa a quinta posição no ranking geral.

Não é possível discriminar as causas da dermatite, já que essa irritação pode advir do uso de xampus, detergentes, sabão, bijuterias (casos também bastante comuns) ou qualquer produto de beleza. "De qualquer forma, é possível dizer que os cosméticos são uma causa importante da dermatite de contato", afirma Paula Dadalti.

1. Existe um teste para saber se sou alérgico?
Sim. É possível detectar quais são as substâncias causadoras da alergia por meio de um teste de contato alérgico. A técnica, usada pelos dermatologistas, consiste em aplicar uma pequena quantidade de substância química sobre a pele -em geral nas costas ou no antebraço. Se o local apresentar algum tipo de irritabilidade, é possível constatar a origem da alergia.

2. Qual é o principal tipo de alergia causado por cosméticos?

A dermatite de contato é a irritação mais comum causada por esses produtos. Trata-se de uma reação inflamatória que ocorre como forma de defesa a um agente agressor -no caso, um produto químico. Manifesta-se em forma crônica, subaguda e aguda. Provoca desde vermelhidão até inchaço e formação de bolhas, nos casos mais agressivos.

3. Quais são os produtos que mais causam alergia?
Todos os cosméticos podem causar alergia. Até os esmaltes podem atacar as pálpebras e os olhos quando a pessoa leva as mãos ao rosto.

4. Qual o tratamento indicado?
O mais importante é a eliminação do agente causal. O tratamento das lesões, que deve ser realizado sempre com orientação profissional, depende da fase da reação alérgica.

Fonte: http://www.apparenza.com.br/produtos/noticias_detalhes.asp?id=93

Reações de hipersensibilidade a cosméticos

As reações de contato por alergia dependem de um processo de sensibilização e por isso não surgem na primeira vez que uma pessoa usa um determinado produto, mas sim após algum tempo. Este fato explica uma dúvida comum: - “se eu sempre usei, como é que só agora surgiu a alergia?”.
Estas reações se acompanham de eczema e se acompanham de coceira importante
. Logo surgem áreas avermelhadas (eritema) onde aparecem bolinhas de água (vesículas) e que podem se romper eliminando um líquido pegajoso (exsudação). Com o passar do tempo, o liquido seca, podendo surgir crostas e descamação. Utiliza-se a denominação de eczema ou dermatite de contato.
Como reconhecer a dermatite de contato aos cosméticos?O diagnóstico da dermatite de contato é feito através da análise clínica feita pelo médico. O exame físico evidenciará o tipo e a localização das lesões e o teste de contato complementará a busca do fator causal.
- A história clínica de cada pessoa:
Ao conversar com o paciente, o médico procurará identificar o número de vezes que foi ut
ilizado o produto e investigará a forma, onde e como começou a lesão cutânea. Por exemplo: um eczema em pálpebra que se iniciou um a dois dias após uma ida à manicure, deve ser suspeitado o esmalte de unhas como causador do processo.
Outros pontos importantes a serem investigados são: ambiente e atividades profissio
nais, vestuário, tipo de cosméticos utilizados, ambiente domiciliar do paciente.
- As lesões apresentadas na pele:
Ao examinar o paciente, o médico observará a localização e o aspecto das lesões. Algumas localizações são características:
· Eczema em pálpebras: esmaltes de unhas
· Eczema em orelhas: brincos
· Eczema em axilas: desodorantes
· Eczema em pescoço: perfumes, colares, esmaltes.
A dermatite de contato pelo esmalte de unhas raramente se dá na própria unha, por ser uma região dura, mas sim na face, em especial nas pálpebras e no pescoço.

- O teste de contato:

Este teste é feito aplicando várias substâncias aderidas a um papel de filtro nas costas do paciente, deixando em contenção durante 48 horas. Após este período, o teste é retirado, o local é marcado e a leitura é realizada 48 e 72 horas após a colocação. Recomenda-se expor à luz solar após sua retirada, para observar possível reação com, a luz (fotoreação).
O teste de contato é feito com uma bateria padrão de substâncias, mas pode ser realizad
o também com os cosméticos usados e suspeitos de serem causadores do eczema. É praticamente impossível fazer uma lista completa de todas as substâncias utilizadas em cosméticos, pois são utilizados um grande número de conservantes, corantes, fragâncias e veículos. Entretanto, algumas substâncias são sensibilizantes freqüentes, como por exemplo:
Parafenilenodiamina (tintura de cabelo, cosméticos escuros)
Sulfato de níquel (tintura de cabelo, contaminante em corantes)

Eosina (corante usado em batons)
Anilina (lápis de sobrancelhas)
Bálsamo do Peru (fragâncias)

Perfume mix
Nitrocelulose e cloreto de cobalto: esmalte de unhas, etc.
Tratamento da dermatite de contato

O tratamento ideal é aquele onde se consegue identificar a substância responsável, afastá-la evitando assim o problema. Existe a opção de usar produtos hipoalergênicos, isto é, que raramente provocam alergia, porém mesmo assim algumas pessoas poderão reagir.
Por isso, é muito importante procurar um médico especialista em Alergia que irá orientar não apenas o tratamento das lesões cutâneas, mas também a prevenção de futuros episódios.
 
 
Produtos hipoalergênicos - vale a pena?
- É preciso ter cuidado, pois o uso do termo na embalagem não significa passe livre para 100% dos alérgicos. Alguns esmaltes hipoalergênicos podem tirar toluol, formaldeído e parabeno -que estatisticamente causam mais alergias- da fórmula, mas outras substâncias químicas continuarão lá e elas podem ser prejudiciais para outros tipos de alérgicos. 

A tintura de henna é um plano B para as alérgicas a parafenilenodiamina (presente nas colorações) que não querem deixar os fios brancos. Mesmo assim, elas precisam ficar de olho na embalagem, pois algumas marcas adicionam parafenilenodiamina. 

- Além da henna, há um tonalizante à base de óleo de camomila que clareia até dois tons o cabelo e também deixa os fios brancos dourados, dando o efeito de luzes. Ela explica que, por serem naturais, esses cosméticos não colorem com a mesma potência que os produtos químicos. Os fios brancos ganharão um tom dourado, mas não vão ficar loiros como nos processos à base de água oxigenada. 
- Na maquiagem, as soluções para as alérgicas são mais difíceis. Uma sugestão é diminuir o numero de produtos - base, corretivo e blush (após pesquisa para encontrar marcas que não causem nenhuma reação na pele). 
- Nos lábios, beterraba faz a vez de batom: pode cortar a beterraba na hora e dar um beijinho, ou fazer uma pastinha e aplicar com pincel. 
 Fonte:  http://blogdalergia.blogspot.com.br

Quer saber mais? http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/alergia-de-contato/

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