Dicas para construir seu estilo de vestir

“Antes mesmo que eu diga ‘bom-dia’, alguém já me julgou”, afirma a professora de imagem e moda, Ana Vaz. De acordo com a consultora, é nos primeiros 30 segundos de interação com um cliente ou com um potencial empregador que se constrói boa parte da percepção sobre o outro.  “O julgamento pela aparência representa 58% de todo o processo de interação nos primeiros 30 segundos de contato; 35% vêm do tom da voz e dos gestos e apenas 7% advêm do conteúdo que eu expresso verbalmente”, explica Ana. Por isso, é preciso estar atento a uma série de detalhes que são decisivos no fechamento de negócios ou na conquista de uma nova colocação.

Quem sou eu?
Uma das primeiras atitudes para criar o próprio estilo é se autoconhecer. É fundamental analisar que tipo de lugares você frequenta, seus amigos e até seu gosto musical. Conhecendo sua personalidade, fica mais fácil acertar na hora das compras. "A personalidade é uma grande influência para o estilo e isso se reflete em detalhes das roupas, como estampas e babados", afirma a consultora de imagem Marina Mariutti.

Inspire-se 
Uma outra dica é conhecer o que a moda tem para oferecer. Assim, você consegue selecionar o que tem a mais a ver com a sua cara. Leia revistas sobre moda, navegue em sites especializados e assista filmes, que são referência para o mundo fashion.

Tire o pó do guarda-roupa
As mulheres usam apenas de 20 a 50% de suas roupas, portanto, livre-se do excesso. Tire todas as suas roupas do armário e separe-as entre o que gosta e o que nem quer mais olhar. Doe aquelas que não servirão. Então, as peças restantes do seu guarda-roupa serão a sua referência na hora das compras.



Melhore o desempenho do seu guarda-roupa
“Só usamos cerca de 20% do que temos, mas para obter o máximo das roupas que temos, precisamos descobrir peças que realmente amamos”, explica Ana.
“Estamos muito interessados em disfarçar o que não gostamos, mas nunca em destacar os pontos fortes”, diz. Assim, ela diz que é preciso esquecer a numeração e comprar roupas que tenham um bom ajuste e caimento, independente do tamanho da roupa em questão.


Hora das compras 
Cuidado: não seja impulsiva, comprando o que aparecer na sua frente. Você corre um sério risco de gastar errado e ficar com roupas que não servirão no futuro. Invista naquilo que gosta mesmo e nas peças clássicas, que não saem de moda. Sugestão de peças coringas: vestido, camisa branca, escarpim, sandália fina de salto, jeans e bolsa de cor neutra.



Identifique as cores favoráveis 
A cor de uma roupa é capaz de iluminar um rosto, deixar uma pessoa “apagada” ou chamar mais atenção que o necessário. “A cor é responsável por 80% do impulso de pegar uma peça em uma loja”, conta Ana. Para escolher o tom de uma roupa, leve em conta o tom de sua pele e do seu cabelo. Quanto maior o contrates entre a pele e o cabelo, mais profunda deve ser a cor da roupa. Tons pastéis podem ser utilizados por quem tem cabelos e pele com tons parecidos.
Roupas com cores muito fortes e claras demais também transmitem a sensação de menor valor. Tons extremamente vivos também dão a mesma impressão. Sendo assim, evite usar peças com cores primárias em contatos com clientes ou para fechar negócios. Se você gosta de utilizar cores mais fortes, a dica de Ana é comprar assessórios com estes tons ao invés de utilizar estas cores diretamente na roupa.


Observe o que a sua empresa pede
Projete os valores de sua empresa e de sua profissão na roupa que você veste. Por exemplo, na opinião de Ana, uma arquiteta deve mostrar um pouco de criatividade em suas roupas, enquanto um advogado precisa de um vestuário que transmita a ideia de credibilidade e seriedade.

Um outro ponto destacado pela consultora é em relação ao “casual day”, geralmente praticado nas sextas-feiras. As roupas a serem utilizadas no casual day ainda devem refletir o tipo de profissional que você é durante o restante da semana.

Fique com os clássicos
“Se você passa por várias vitrines e vê vários modelos de peças iguais, menos você deveria pagar por aquela roupa”, aconselha Ana. Geralmente, roupas que estão ‘na moda’ por certo período acabam sendo repudiadas depois de um tempo. Isso porque depois de tanta exposição estas roupas se tornam cansativas. O melhor a se fazer, então, é aproveitar para comprar modelos de roupas mais clássicos, como saias lápis e calças pantalonas, quando eles estão em exposição nas passarelas. Ana explica que o valor que se paga por uma roupa deve ser dividido pela quantidade de vezes que ela será usada para se calcular se ela é um bom investimento. 

Mas não tenha medo de ousar 
Experimente usar novas peças. A moda não pode te impedir de fazer novas combinações. O importante é você se sentir realmente bem da forma como se veste.


Valorize seu corpo
Sabe aquela roupa maravilhosa que está na moda, mas não tem nada a ver com você? Pois é, não adianta brigar, existe uma peça para cada biótipo, valorizando as qualidades e escondendo os defeitos. O estilo tem que levar em consideração isso.


Acessórios
Um brinco, um colar ou uma bolsa são super importantes para a produção. Eles podem chamar a atenção para uma determinada parte do corpo ou então desviar. Eles finalizam o look.

Estilo também é estado de espírito
Tem dias que você acorda bem ou mal-humorada e isso reflete na forma como você se veste. O uso de decote e peças novas quando está bem ou roupas mais largas, quando está mais ou menos, demonstram isso.
Seu estilo é eterno 
Somos uma mistura de 2 ou 3 estilos, que nos acompanham para sempre. Sim, nós passamos por transformações nas nossas vidas, mas segundo Marina Mariutti, o estilo não muda, apenas amadurece com o passar do tempo.


Para ler: Segredos de Estilo de Christiana Francini

Para ver:
Abaixo o amor - Figurino anos 60

Blade Runner - O visual cyber punk dos anos 80 é referência até hoje

O diabo veste Prada - Comédia ambientada no mundo da moda


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