Saiba mais sobre si mesma para montar seu estilo de se vestir


por Wilame Amorim Lima

“Antes mesmo que eu diga ‘bom-dia’, alguém já me julgou”, afirma a professora de imagem e moda, Ana Vaz. De acordo com a consultora, é nos primeiros 30 segundos de interação com um cliente ou com um potencial empregador que se constrói boa parte da percepção sobre o outro. Por isso, Ana destaca a importância de descobrir qual o seu estilo pessoal e a forma correta de passar uma imagem adequada para o mundo.

Segundo a profissional de moda, para encontrar o próprio estilo é preciso iniciar um processo de conhecimento interior, passo imprescindível para se ter consciência de qual imagem quer se transmitir. É sabendo mais sobre si mesmo que se descobre o estilo, ou seja, a forma de se expressar mostrar ao mundo os pensamentos por meio da roupa.
“O julgamento pela aparência representa 58% de todo o processo de interação nos primeiros 30 segundos de contato; 35% vêm do tom da voz e dos gestos e apenas 7% advêm do conteúdo que eu expresso verbalmente”, explica Ana. Por isso, é preciso estar atento a uma série de detalhes que são decisivos no fechamento de negócios ou na conquista de uma nova colocação.
 
Confira, a seguir, algumas das dicas da consultora, oferecidas durante o primeiro Encontro de Mulheres Contemporâneas.

Melhore o desempenho do seu guarda-roupa

“Só usamos cerca de 20% do que temos, mas para obter o máximo das roupas que temos, precisamos descobrir peças que realmente amamos”, explica Ana. Ou seja, ela diz que é preciso saber que tipos de peças valorizam o corpo e destacam os melhores pontos e investir na compra de roupas que falem muito sobre o que você pensa e que demonstram sua personalidade. Antes de ir às compras, a professora aconselha a investigação do próprio tipo físico para descobrir que cortes e modelos valorizam o tipo físico.
 
“Estamos muito interessados em disfarçar o que não gostamos, mas nunca em destacar os pontos fortes”, diz. Assim, ela diz que é preciso esquecer a numeração e comprar roupas que tenham um bom ajuste e caimento, independente do tamanho da roupa em questão.

Identifique as cores favoráveis
 
A cor de uma roupa é capaz de iluminar um rosto, deixar uma pessoa “apagada” ou chamar mais atenção que o necessário. “A cor é responsável por 80% do impulso de pegar uma peça em uma loja”, conta Ana. Para escolher o tom de uma roupa, leve em conta o tom de sua pele e do seu cabelo. Quanto maior o contrates entre a pele e o cabelo, mais profunda deve ser a cor da roupa. Tons pastéis podem ser utilizados por quem tem cabelos e pele com tons parecidos.
Roupas com cores muito fortes e claras demais também transmitem a sensação de menor valor. Tons extremamente vivos também dão a mesma impressão. Sendo assim, evite usar peças com cores primárias em contatos com clientes ou para fechar negócios. Se você gosta de utilizar cores mais fortes, a dica de Ana é comprar assessórios com estes tons ao invés de utilizar estas cores diretamente na roupa.
Observe o que a sua empresa pede

Projete os valores de sua empresa e de sua profissão na roupa que você veste. Por exemplo, na opinião de Ana, uma arquiteta deve mostrar um pouco de criatividade em suas roupas, enquanto um advogado precisa de um vestuário que transmita a idéia de credibilidade e seriedade. O mesmo deve ser feito quando se pensa na empresa: a roupa deve refletir os valores da companhia para os clientes.

Um outro ponto destacado pela consultora é em relação ao “casual day”, geralmente praticado nas sextas-feiras. “O momento se tornou o ‘dia do churrasco’”, brinca a professora. Segundo Ana, é preciso lembrar que apesar de ser sexta, a semana ainda é de trabalho, portanto, as roupas a serem utilizadas no casual day ainda devem refletir o tipo de profissional que você é durante o restante da semana. Não é o melhor momento para se utilizar qualquer roupa nos corredores da empresa.

Fique com os clássicos
“Se você passa por várias vitrines e vê vários modelos de peças iguais, menos você deveria pagar por aquela roupa”, aconselha Ana. Geralmente, roupas que estão ‘na moda’ por certo período acabam sendo repudiadas depois de um tempo. Isso porque depois de tanta exposição estas roupas se tornam cansativas. O melhor a se fazer, então, é aproveitar para comprar modelos de roupas mais clássicos, como saias lápis e calças pantalonas, quando eles estão em exposição nas passarelas.

Ana explica que o valor que se paga por uma roupa deve ser dividido pela quantidade de vezes que ela será usada para se calcular se ela é um bom investimento. “Se você gasta R$ 500 em um terno que será utilizado 50 vezes no seu trabalho, com certeza esse dinheiro terá valido mais que se tivesse comprado um vestido no mesmo valor que será usado uma vez”, explica.
 
 

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